Stimming

Comportamento autoestimulatório (também denominado stimming, stims, autoestimulação, estereotipia ou transtorno do movimento estereotipado) é a repetição de movimentos físicos, sons, palavras, objetos em movimento ou outros comportamentos. A autoestimulação é um tipo de comportamento restrito e repetitivo (CRR). Tais comportamentos são observados, em certo grau, em todas as pessoas, mas são especialmente intensos e frequentes naqueles com deficiências do desenvolvimento, transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), transtorno do processamento sensorial ou autismo. A autoestimulação tem sido interpretada como uma resposta protetora à sobrecarga sensorial, na qual as pessoas se acalmam bloqueando estímulos ambientais menos previsíveis, aos quais possuem uma acentuada sensibilidade ao processamento sensorial. A autoestimulação pode ser uma forma de aliviar a ansiedade e outras emoções negativas ou intensificadas. Embora algumas formas de comportamentos de autoestimulação tenham sido geralmente consideradas saudáveis e benéficas — pois ajudam a regular experiências sensoriais intensas, aliviar emoções intensas como a ansiedade, facilitar a compreensão e as interações sociais com outras pessoas autistas, promover emoções agradáveis e aumentar a sensação de segurança — a autoestimulação frequentemente é socialmente estigmatizada. Indivíduos neurodivergente frequentemente sentem que devem esconder ou diminuir seus comportamentos repetitivos, por serem socialmente inaceitáveis e, frequentemente, despertarem reações negativas naqueles que não compreendem sua causa. Embora a redução de comportamentos repetitivos disruptivos ou inerentemente prejudiciais possa ser benéfica, há também riscos potenciais à saúde mental e ao bem-estar na supressão e no mascaramento de alguns comportamentos de autoestimulação autista que não são prejudiciais ou são adaptativos. Os comportamentos de autoestimulação podem consistir de estímulos táteis, visuais, auditivos, vocais, proprioceptivos, olfativos e de autoestimulação vestibular (relacionados ao equilíbrio). Alguns exemplos comuns de autoestimulação incluem bater as mãos, palmas, balançar-se, piscar, andar de um lado para o outro, bater a cabeça, repetir ruídos ou palavras, estalar os dedos, andar na ponta dos pés e fazer objetos girarem. Em alguns casos, a autoestimulação pode ser perigosa e fisicamente prejudicial para quem a pratica; por exemplo, indivíduos podem correr o risco de se machucar ao bater com força partes do corpo contra paredes. Outro problema é que comportamentos repetitivos podem atrapalhar a aprendizagem e a comunicação social para alguns indivíduos autistas em determinadas situações.

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